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Em Brasília, Diego Guimarães descarta empecilho do TCU para duplicação da BR-163 entre Sinop e Guarantã

A duplicação da BR-163 entre Sinop e Guarantã do Norte, um dos trechos mais movimentados e perigosos do Norte de Mato Grosso, segue avançando. Em reunião realizada nesta quarta-feira (02) no Tribunal de Contas da União (TCU), o deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) afirmou que não há entraves burocráticos que impeçam o projeto, e que a obra pode começar ainda no segundo semestre.

O encontro reuniu parlamentares, prefeitos e representantes do Governo Federal. O trecho de 220 km da rodovia é administrado pela concessionária Via Brasil, e o TCU tem prazo de até 120 dias para emitir parecer sobre a nova modelagem de concessão.

“Se a BR já fosse duplicada, vidas teriam sido salvas. Só entre Sinop e Guarantã, são mais de seis mil veículos por dia. Não acredito que a burocracia será um empecilho. A reunião foi positiva e estou otimista com o parecer”, afirmou Diego.

Além do fator salvar vidas — foram mais de 140 mortes registradas nos últimos anos no trecho —, Diego ressaltou que a duplicação deve impulsionar a logística e o desenvolvimento econômico da região norte-mato-grossense.

“Queremos que a BR-163 deixe de ser chamada de ‘rodovia da morte’ e passe a ser a rodovia do desenvolvimento e da vida. Investir nessa duplicação é abrir caminho para novas empresas que queiram atuar na verticalização da produção do agro em nosso estado.”

Via Brasil e Três Poderes negociam últimos detalhes

O ministro dos Transportes em exercício, George Santoro, afirmou que a negociação entre o governo, a concessionária Via Brasil e o TCU está em fase final.

“Não é simples, há pontos técnicos, financeiros e jurídicos a serem acertados. Mas acredito que o entendimento será firmado. O ideal é iniciar as obras no começo do ano que vem”, destacou Santoro.

Segundo ele, a duplicação impacta diretamente um dos principais corredores logísticos de exportação do Brasil, e por isso o tema exige urgência.

TCU garante agilidade

Presente no encontro, o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, garantiu que o processo “caminha a passos largos” e rechaçou a ideia de travas burocráticas por parte do órgão.

“O que vem travado de fora, nós destravamos aqui dentro. Temos força técnica e compromisso constitucional com a sociedade. O que estamos fazendo é abrir o caminho para que as vítimas da rodovia deixem de ser estatística.”

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